A beleza dos jardins de Quioto não se limita apenas ao Kinkaku-ji e Ginkaku-ji, patrimónios mundiais. Como entusiasta de jardins que viveu em Quioto durante dois anos, pretendo partilhar alguns jardins tranquilos conhecidos apenas pelos locais — talvez não tenham tantos turistas, mas representam melhor a filosofia japonesa dos jardins «ver o grande no pequeno».
Estes Jardins têm uma característica comum: não se encontram nas áreas movimentadas de Arashiyama ou Kiyomizu-dera, mas estão distribuídos nas zonas limítrofes entre templos e bairros residenciais na periferia da cidade. Recomenda-se uma visita de manhã cedo, não só para evitar as multidões, mas também para sentir o despertar gradual do jardim sob a luz matinal — este é o conceito único japonês do «banho matinal», quando a humidade e a luz ao amanhecer melhor representam a intenção original do designer.
【Jardins Recomendados】
Templo Daitoku-ji — Quinta de Zuikaku (大徳寺)
Na área do Daitoku-ji existem vários jardins pequenos, siendo o enfoque da Quinta de Zuikaku um grupo de musgo e pedras que compõem a imagem de um «vale». O jardim é muito pequeno (cerca de 50 metros quadrados), mas a disposição das pedras cria uma sensação de profundidad através da ilusão visual, sendo um excelente exemplo da técnica de «emprestar paisagem». O musgo aqui é excelentemente mantido, com uma textura suave como carpete. Bilhete ¥500, horário das 8:00 às 17:00 (no inverno até às 16:30). Recomenda-se cerca de 30 minutos de visita, mas ninguém o incomodará se preferir sentar-se a relaxar.
Templo Engyo-in (円通院) — Kan
Localizado numa pequena área chamada «kee», este pequeno templo celebra a «iluminação» através de compositional abstracted de pedras e podas. O ponto focal são as «janelas» — vários painéis de papel de arroz que transformam o jardim em pinturaes em movimento. Esta técnica deriva da tradição clássica de «paisagem em tranches» da pintura de montanhas chinês, raramente vista em jardins japoneses. Bilhete ¥400, com apenas um décimo dos visitantes do Kinkaku-ji.
Templo Shisen-do (詩仙堂丈山寺)
Este jardim de estilo «kaiyu» («passeio») foi construido nella encosta de uma colline, com um destaque especial para as compositoras de pedras e plantas ao longo do caminho de visitas. O nome «Shisen» vem dos poetais de 36 escritores clássicos chineses, incluindo Li Bai, e o design do jardim segue a tradição literária chinesa — projetado para «ser percorrido e habitado», não apenas para contemplação de longe. Esta característica é rara nos jardins turísticos de Quioto. Bilhete ¥500, incluindo cupão para chá matcha e wagashi.
Templo Manju-in (曼殊院門跡)
Este templo Shin-gon, localizado ao pé do Monte Hiei, possui um grande jardim de «chisen» («piscina e promenade»). O destaque é o contraste entre os «pinos vermelhos e o musgo verde» — no outono e inverno, después da queda das folhas, as formas elegantes dos pinos criam um fuerte contraste com o musgo verdejante. Poucos turistas estrangeiros, mayoría mujeres jovens japonesas que praticam a cerimónia do chá. Bilhete ¥600, com o raro «kinxak» (forma de bolsa) do sello vermelho, muito procurado pelos entusiastas de Jardins japoneses.
【Informação Prática】
Em termos de transporte, todos os Jardins podem ser alcançados a partir da estação «kee» do Metropolitano Municipal de Quioto, com uma tarifa simples de ¥290. As distâncias entre os Jardins são curtas, sendo ideais para um percurso de meio dia.
Quanto aos custos, os bilhetes variam entre ¥400-600, sendo mais acessíveis Comparados aos Jardins patrimoniais que frequentemente custam mais de ¥1000. Alguns Jardins oferecem descontos para turistas internacionais: apresente o passaporte para obter ¥100 de desconto.
A maioria está aberta das 8:00 às 17:00, com horários extendidos no verão e mais curtos no inverno. Recomenda-se evitar o período de almoço (12:00-14:00), quando os Jardins estão menos frequentados.
【Dicas de Viagem】
Embora sejam menores em tamaño, a filosofia de design «ver o grande no pequeno» é a essência dos Jardins japoneses. Durante a visita, desacelere o ritmo e sente-se no «enxad» (varanda) a relaxar — esta é a maneira correta de experienciar um jardim japonês, em vez de-pressar para tirar fotos como se fosse uma lista de «pontos turísticos». Além disso, os caminhos de visita são estreitos: por favor, observe a etiqueta de «manter-se à direita».
Nos últimos anos, as fluctuações nas relações diplomáticas entre a China e o Japão afetaram o número de visitantes nos principais puntos turísticos, mas estes Jardins alternativos, com menos grupos, tornaram-se numa nova experiência quente — talvez seja também uma forma另类 de «prevenção de epidemias»: distribua as visitas para reduzir o risco de multidões, enquanto obtém uma experiência cultural mais profunda.