Hiroshima é a única cidade do mundo que sofreu um ataque de bomba atômica, e também representa o ponto de partida histórico da humanidade na utilização consciente de armas nucleares numa guerra. Em 6 de agosto de 1945, as forças norte-americanas lançaram sobre Hiroshima a bomba atômica codificada como 'Little Boy', causando aproximadamente 70.000 mortes no local e um total de cerca de 140.000 mortos. A cidade foi reconstruída a partir das ruínas e hoje constitui a maior base do movimento pacifista mundial, atraindo mais de 2 milhões de visitantes de todo o mundo anualmente. Em 2025, a cerimónia conmemorativa de Hiroshima celebra o 80.º aniversário, com um aumento significativo da atenção internacional. Este artigo oferece aos leitores um guia aprofundado que abrange_contextos históricos, informações sobre custos, roteiros de visita e preparação psicológica.
1. Hiroshima: Das Ruínas da Bomba Atômica ao Sanctuary Mundial da Paz
Hiroshima situa-se na parte oeste de Honshu, no Japão, e é o centro político, económico e cultural da região de Chugoku. Antes da guerra, o papel de Hiroshima como cidade militar era relativamente limitado, o que levou as forças norte-americanas a escolhê-la como alvo — uma população moderada e construções maioritariamente em madeira, que permitiriam demonstrar eficazmente o poder das armas nucleares.
Em 6 de agosto de 1945, às 8h15, a bomba atômica explodiu a aproximadamente 600 metros acima do centro de Hiroshima. O epicentro situava-se a aproximadamente 150 metros a sudeste do atual Domo da Bomba Atômica (o antigo Edifício de Incentivo Industrial da Prefectura de Hiroshima), gerando instantaneamente uma esfera de fogo com temperaturas superiores a 1 milhão de graus. As temperaturas junto ao epicentro atingiram 3.000 a 4.000 graus Celsius, causando a vaporização instantânea de pessoas e construções. Os edifícios num raio de 500 metros do epicentro foram quase totalmente destruídos, e num raio de 1 quilómetro ficaram gravemente danificados.
Os sobreviventes sofreueram graves danos causados pela radiação — síndrome aguda de radiação, queimaduras, cancro e leucemia manifestaram-se nos anos seguintes. De acordo com as estatísticas da Câmara Municipal de Hiroshima, até 1952, o número de mortos diretos relacionados com a bomba atômica e doenças associadas à radiação ultrapassava as 140.000 pessoas.
Hiroshima não escolheu apagarp esta história. Em 1949, a Câmara Municipal de Hiroshima promulgou a 'Declaração de Paz de Hiroshima', estabelecendo claramente como objetivo da cidade 'não existir outra Hiroshima'. Em 1955, abriu o Museu Memorial da Paz, exibindo a verdade sobre a bomba atômica e os objetos pessoais das vítimas. Desde então, organizações como a Amnistia Internacional e a Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares (ICAN) têm realizado conferências mundiais em Hiroshima. Em 2016, o então Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, visitou Hiroshima, tornando-se
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